domingo, 14 de julho de 2013

Rafting - Socorro SP

Vou contar sobre a minha experiência de rafting no Rio do Peixe em Socorro SP.
Já tinha ido à cidade de Socorro algumas vezes e ficado morrendo de vontade de ir no rafting, então fomos eu, a minha irmã e meu primo prontos para fazer isso pela primeira vez. A gente já tinha visitado a base do Aui Mauê algumas vezes sem ao menos saber que era uma base de rafting, o local tem um lago muito bonito e um restaurante, então escolhemos o Aiu Mauê para descer o rio. Há outras companhias de rafting na cidade: Rios de Aventura, Canoar e Kango Jango. O preço acaba variando muito pouco, nós pagamos R$ 90 por pessoa por 7 km de descida. Também há a opção de descer 4 km por R$ 70.
Estava chovendo, não que isso fizesse a menor diferença. O primeiro passo para praticar o rafting é assinar um termo dizendo que você entende que estará correndo diversos riscos, só aquele termo já assusta muito. Depois os instrutores explicam tudo o que devemos saber, o problema é que cinco minutos depois, a gente já não lembra mais nada. Bastante coisa pra saber, mas depois ao ir para o rio acabamos aprendendo tudo na marra.
Como a base do Aiu Mauê tem um lago, primeiro é feito um treino nele. É bem legal para testar os comandos que o instrutor dará. O mais importante de tudo é ter sempre o pé preso no "finca pé", um tipo de alça que tem no fundo do bote, pois será esse negócio que manterá você dentro do barco, porque se não ficar com o pé sempre preso nele é certo que irá cair do bote.
Os instrutores pedem que cada equipe invente um nome, nós estávamos sem ideia e a nossa equipe foi nomeada "Não sei". Descemos o rio em três botes, o nosso instrutor era o Eli e ele é muito bom no que faz. Descem também dois caiaques para dar apoio. Nas corredeiras, desce um bote por vez e os outros ficam esperando os instrutores no caiaque darem um sinal para poder ir. O que não te dizem é que a maior parte do tempo não será descendo corredeiras, será remando no rio sem corredeiras. E isso não é chato, a paisagem é muito bonita. O único problema é que para pessoas que não estão acostumadas a fazer muito esforço, como eu, depois de um tempo começa a ficar extremamente cansativo remar, ainda mais nós que estamos em um bote com apenas quatro pessoas. São mais de três horas no rio, estava chovendo e no final eu estava com bastante frio e bolhas nas mãos. Mas vale muito a pena.
Em uma das corredeiras um dos botes virou, resgatamos uma garota para o nosso bote e ela estava muito assustada. Os caras do caiaque foram ajudar, desviraram o bote e depois todos que estavam antes nele retornaram a ele. Contando não dá para se ter uma ideia de como foi, as corredeiras eram muito fortes e foi uma bagunça, desespero, mas deu tudo certo. Os instrutores disseram que não é comum os botes virarem, que em todos os anos que eles trabalhavam nisso não tinham virado nenhuma vez. A gente acostuma e parece normal, mas o rafting é perigoso, dependendo aonde o barco virar, as correntezas são muito fortes. E é comum passar com o bote no meio de árvores, inclusive a minha irmã prendeu o braço em um cipó em Y, mas felizmente ela foi inteligente o bastante de ir deitando no barco e assim desprender o braço, porque se ela continuasse sentada, o barco ia continuar indo e ela ia ficar, o que ia fazer com que ela caísse do bote.
É importante que as pessoas que estão na frente remem em sincronia, pois ao contrario o barco fica indo para os lados. Os comandos do rafting são "frente", "frente forte", "ré", "direita", "esquerda", "direta ré", "esquerda ré", "segura", "piso", "volta", "parou" e o instrutor vai gritando os comandos para executarmos. Quando está nas partes mais turbulentas do rio, o "segura" serve para se curvar para dentro do bote e segurar na cordinha e o "piso" para se jogar dentro do barco bem rápido e se encolher. Acontece bastante de vir um comando "piso" e uma "volta" bem em seguida, porque é preciso voltar a remar rápido, e no final ficamos tão cansados que dá a impressão que não conseguiremos levantar.
A última corredeira é muito forte e uma pessoa é escolhida para ir na frente do bote, no nosso essa pessoa foi eu. Nossa! Vem muita água! Muita muita água! Na hora parecia que ia me afogar! Mas foi bem legal!
O moço do caiaque sobe nas pedras em alguns momentos para tirar fotos das equipes descendo as corredeiras e depois um cd de fotos é vendido para quem tem interesse. Isso é muito legal, porque é a única maneira de se ter fotos dessa experiência.
Trazem a gente de volta num ônibus no qual nos oferecem um lanche, no nosso caso foi suco e batatinhas chips e foi muito bem vindo, porque a gente sai acabado do rio.
Praticamos o rafting nesse dia, fomos para a cidade de Amparo e mais tarde voltamos para São Paulo. Eu estava bem, mas no dia seguinte acordei com muita dor no corpo e isso durou uma semana inteira. Mas dor assim vale a pena! É bem legal o rafting, acho que todo mundo devia tentar pelo menos uma vez.

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